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Varzim Lazer já tem orçamento e Chega entra na administração

À terceira tentativa foi finalmente aprovado o orçamento da Varzim Lazer para 2026. Depois de dois chumbos da oposição, os quatro eleitos do PSD no executivo conseguiram que o documento passasse graças à abstenção dos dois vereadores do Chega, enquanto os três elementos da Aliança Poveira mantiveram o voto contra. A decisão foi tomada na reunião pública que decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho e teve a presença de dezenas de funcionários da empresa municipal, que fizeram questão de comparecer para manifestar a preocupação quanto ao futuro dos postos de trabalho. Nesta sessão foi também aprovado o novo Conselho de Administração para o novo mandato (até 2029), que será composto pelo presidente Octávio Correia e pela vogal Marta Malta (indicados pelo PSD) e Mário Lima (vereador do Chega).

No final, Andrea Silva realçou que o fim do impasse evitou a dissolução da Varzim Lazer (como defendia a Aliança Poveira) e garantiu estabilidade laboral aos trabalhadores, como fez questão de dizer que desejava desde a primeira hora. A edil congratulou-se com o sucedido, tendo sido surgido depois de escutado um parecer do economista Pedro Mota e Costa, que defendeu que não estaria totalmente assegurada a continuidade de alguns colaboradores da VL caso os serviços fossem internalizados na autarquia.

Apesar de ter reiterado que é necessário repensar o modelo de gestão da VL, propondo uma estratégia ambiciosa e de valorização dos ativos, de forma a potenciar a empresa municipal e garantir a sustentabilidade financeira, o Chega justificou a abstenção no orçamento com o objetivo de permitir a continuidade da atividade e com a preocupação de garantir o pagamento dos salários. José Luís Vasconcelos defendeu que a administração deveria ser tripartida pelas forças políticas, para reforçar o escrutínio e a transparência da gestão, tendo prometido que o partido, no final deste ano, vai propor medidas de melhoria através do lugar interno que passará a ocupar.

Já a Aliança Poveira reafirmou que o atual modelo de gestão da VL está esgotado e lamentou que a proposta de internalização dos serviços na autarquia não tenha avançado. O vereador João Trocado defendeu que os problemas económicos e nos equipamentos vão continuar e acusou o Chega de ter cedido em troca de um lugar, um acordo que considerou ter sido cozinhado e que vai manter tudo na mesma.

As declarações podem ser ouvidas na edição local.

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